Educação
Descubra os bastidores de como as pesquisas eleitorais são feitas: do registro obrigatório no PesqEle do TSE até a coleta de campo e o processamento final.
Muitos eleitores acreditam que as pesquisas são feitas de forma improvisada, mas a verdade é que como as pesquisas eleitorais são feitas segue um rito técnico e jurídico extremamente rigoroso no Brasil.
Neste guia, vamos abrir a "caixa-preta" dos institutos para você entender o caminho que um dado percorre desde a prancheta do pesquisador até a tela da sua TV.
Diferente de uma enquete de rede social, uma pesquisa eleitoral oficial precisa ser registrada no Sistema PesqEle do TSE com pelo menos 5 dias de antecedência à sua divulgação.
Neste registro, o instituto deve informar:
Antes de ir para a rua, o estatístico define quem será ouvido. Como explicamos em nosso artigo sobre como 2.000 pessoas representam o Brasil, o segredo está na amostragem por cotas.
O instituto utiliza dados do Censo e do TSE para garantir que a amostra tenha a mesma proporção de jovens, idosos, homens, mulheres, ricos e pobres que o eleitorado real.
Com o questionário registrado e a amostra definida, começa a coleta. Existem dois caminhos principais:
A escolha do método pode gerar diferenças nos resultados, o que chamamos de conflito de metodologias.
Após a coleta, os dados passam por uma crítica de consistência. Se um pesquisador entrevistou apenas homens em uma tarde, o sistema de pesos ajustará esses dados para que eles não distorçam o resultado final.
É nesta fase que os institutos aplicam fórmulas matemáticas para corrigir pequenas variações entre a amostra coletada e o universo real do eleitorado.
Tendência Temporal
Processo de estabilização dos dados conforme a coleta avança
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Entender como as pesquisas eleitorais são feitas é o primeiro passo para consumi-las de forma crítica. Elas não preveem o futuro, mas tiram uma fotografia técnica do momento presente seguindo padrões científicos globais.
Quer acompanhar as pesquisas que estão sendo feitas agora?