Metodologia
Entenda a diferença entre pesquisa espontânea e estimulada, como cada uma mede o engajamento do eleitor e por que os números variam tanto entre os dois métodos.
Você já deve ter reparado que, em uma mesma divulgação, os números de um candidato mudam drasticamente. Em um momento ele tem 15%, no outro pula para 30%. O motivo? A diferença entre pesquisa espontânea e estimulada.
Esses dois formatos não são apenas formas diferentes de perguntar; eles medem coisas completamente distintas na cabeça do eleitor: a memória e a escolha.
Na pesquisa espontânea, o pesquisador faz uma pergunta aberta: "Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria?".
Não é apresentada nenhuma lista de nomes.
Aqui, o que vale é o que está no topo da mente do eleitor (o famoso top of mind). Se o eleitor responde o nome de um candidato sem ajuda, isso indica um voto consolidado e um alto nível de engajamento.
Votos na espontânea são "votos de convicção". É muito difícil um candidato perder um voto que já aparece de forma espontânea meses antes da eleição.
Na pesquisa estimulada, o pesquisador apresenta um cartão (ou lê uma lista) com os nomes dos candidatos registrados.
O cenário muda porque o eleitor, que talvez não estivesse pensando em política naquele momento, agora tem opções. Ele pode não lembrar o nome do candidato "de cabeça", mas ao ver o nome na lista, ele o reconhece e faz sua escolha.
Historicamente, a pesquisa estimulada apresenta números muito maiores para os candidatos do que a espontânea. Isso acontece por dois motivos:
Tendência Temporal
Comparação de desempenho de um mesmo candidato
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Quando os números da espontânea começam a subir e se aproximar da estimulada, dizemos que o voto está cristalizado.
Quer aprofundar seu conhecimento técnico?
E você? Já decidiu seu voto ou ainda faz parte do grupo dos indecisos na espontânea? Deixe seu comentário abaixo!